AMOR

AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nesses últimos cinco meses não têm sido nada fáceis para mim... Está sendo muito difícil... vi que o que achava certo na vida está errado e o que achava que estava errado, certo está. No fundo não sei nada mais da vida. Ela vem se apresentando não como uma caixinha de surpresa, mas uma realidade que no fundo, no fundo, já imaginava que assim seria... Imensos  buracos  negros à minha  frente se  mostra e quando tento escalar, me  vejo envolvida  por  ele, escura solidão... Aí tento escalar, sair dessa sensação de tristeza que me abate e com minhas mãos alcanço um lugar seguro, dizendo a mim mesma que vou conseguir com toda força. E então... Vejo que mais uma vez, confiei na pessoa errada e que mais uma vez fiz a escolha errada... O que me resta agora? Ficar sentada na varanda olhando o nada? Ver que tudo que faço está ruim, que nada presta? Desejar que a vida seja essa fumaça do cigarro que se dissipa no ar e nada resta... Cansada de palavras vazias, assuntos que não me dizem respeito, saturada de conversas sobre doenças, saudosista de conversas  leves. Conversas que não me façam sentir a beira da loucura...

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