AMOR

AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS

terça-feira, 21 de abril de 2015

Nem todos os dias eu sou gritaria.
Quase nunca os meus dias são de silêncio.
Às vezes sofro por ser quem eu sou.
Às vezes eu me pergunto para aonde eu vou.
Quero ser livre, quero viver entre as grades.
Quero carregar a experiência da vida e não quero mais sentir dor por nenhuma ferida.
Quero coisas que eu não sei, quero tudo que eu já conquistei.
Não sei o que há em mim, não sei porque vivo assim.
Quero beijar aquele que me satisfaz e ao mesmo tempo quero distância, sinto receio de um suposto desespero.
Fecho os meus olhos, vejo uma luz que não existe e ao abrir tenho um contraste que não me agrada e que quase sempre me deixa desesperada.
Às vezes sou amiga do café.
Às vezes sou fã da ressaca.
Às vezes eu sou tudo.
Às vezes eu sou quase nada.
Às vezes deixo os meus rastros pelos bares e raramente vejo os mares.
Sinto-me normal, às vezes.

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