Nesses
últimos cinco meses não têm sido nada fáceis para mim... Está sendo muito
difícil... vi que o que achava certo na vida está errado e o que achava que
estava errado, certo está. No fundo não sei nada mais da vida. Ela vem se apresentando
não como uma caixinha de surpresa, mas uma realidade que no fundo, no fundo, já
imaginava que assim seria... Imensos
buracos negros à minha frente se
mostra e quando tento escalar, me
vejo envolvida por ele, escura solidão... Aí tento escalar, sair
dessa sensação de tristeza que me abate e com minhas mãos alcanço um lugar
seguro, dizendo a mim mesma que vou conseguir com toda força. E então... Vejo
que mais uma vez, confiei na pessoa errada e que mais uma vez fiz a escolha
errada... O que me resta agora? Ficar sentada na varanda olhando o nada? Ver
que tudo que faço está ruim, que nada presta? Desejar que a vida seja essa fumaça
do cigarro que se dissipa no ar e nada resta... Cansada de palavras vazias,
assuntos que não me dizem respeito, saturada de conversas sobre doenças, saudosista
de conversas leves. Conversas que não me
façam sentir a beira da loucura...
AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS
quinta-feira, 30 de abril de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
Aos meus olhos ainda sou uma mulher...
Que espera da vida uma nova chance,
Sem medo de se mostrar
Em plena entrada da velhice...
Simples e descomplicada,
Mas totalmente sozinha nesse pensamento...
Pois sou criticada... Rotulada...
Massacrada pelo meu próprio sangue,
Que me vê de forma distorcida...
Como se indecente fosse e
Estivesse ao me “mostrar” de forma jovial...
Quer que seja uma “recatada senhora”,
Que zele pela minha imagem?
Ou na verdade quer que “aceite” o fato de ser
Velha mesmo, diria, pelos meus quase cinqüenta e cinco anos...
Não vivo de máscaras!
Não tenho lazer...
Que espera da vida uma nova chance,
Sem medo de se mostrar
Em plena entrada da velhice...
Simples e descomplicada,
Mas totalmente sozinha nesse pensamento...
Pois sou criticada... Rotulada...
Massacrada pelo meu próprio sangue,
Que me vê de forma distorcida...
Como se indecente fosse e
Estivesse ao me “mostrar” de forma jovial...
Quer que seja uma “recatada senhora”,
Que zele pela minha imagem?
Ou na verdade quer que “aceite” o fato de ser
Velha mesmo, diria, pelos meus quase cinqüenta e cinco anos...
Não vivo de máscaras!
Não tenho lazer...
E lá estava eu acordando novamente com aquela sensação...
E pra dizer bem a verdade, acordando uma ova!
Quem disse que havia dormido? Já sem planos na mente e no coração,
aquele intervalo entre a noite e o dia havia sido um mero passar de horas...
Mais do que os planos, o que eu também vi escorrer pelo ralo foram os sonhos...
escorrendo... como se fosse algo "escorrível"...
como se não fosse concreto! Arre! e não eram mesmo...
Era tudo outra vez, de novo, pra variar, como sempre...
o mesmo discursinho vazio,as mesmas perspectivas de futuro vazio
patético esse meu viver...
E pra dizer bem a verdade, acordando uma ova!
Quem disse que havia dormido? Já sem planos na mente e no coração,
aquele intervalo entre a noite e o dia havia sido um mero passar de horas...
Mais do que os planos, o que eu também vi escorrer pelo ralo foram os sonhos...
escorrendo... como se fosse algo "escorrível"...
como se não fosse concreto! Arre! e não eram mesmo...
Era tudo outra vez, de novo, pra variar, como sempre...
o mesmo discursinho vazio,as mesmas perspectivas de futuro vazio
patético esse meu viver...
terça-feira, 21 de abril de 2015
Eu sou o conteúdo
salvo da embalagem danificada e sou a configuração de uma vida complicada. Eu
sou a destruição de uma história mal contada e sou o fogo do meu próprio
incêndio. Eu sou a ilusão para os meus próprios sonhos, eu sou vista como um
engano e quase fui morta num aborto. Eu sou o azul mais lindo do céu e com ao
cair de noite eu sou a estrela que mais brilha no escuro. Eu sou uma realidade
inventada e sou uma fantasia com várias asas. Eu sou o mundo e não tenho
existência. Eu sou a carência de uma mulher e a fortaleza de um homem. Eu sou
tenho uma doença na alma e encontro à cura na escrita. Eu sou a procura do meu
próprio esclarecimento, eu tenho dias de tormentos e muita culpa em meus
sentimentos. Eu sou um rio de lágrimas feridas e sou o sol que contagia os
dias. Eu fui tudo o que eu não queria ser, me junto nos escombros ao tentar me
fortalecer. Eu sou os passos alcoolizados, eu sou o sangue da minha própria
dor. Eu sou as folhas que caem com o vento e sou o fruto de um belo
crescimento. Eu não sou ninguém, eu sou uma carta sem remetente, extraviei-me e
viajei para o destinatário errado. Eu não existo, eu sou única, eu sou
estranha, eu não me entendo... Eu sou um mito.
Quero distância de
tudo que me faça perder meu foco. Quero continuar indiferente a todos que não
se adaptam aos meus objetivos. Quero ser oculta a todos que sobrevivem no mundo
escuro de ilusões e sem propósitos de bem. Eu quero é ser invisível para essa sociedade
que finge a felicidade chorando pelos cantos e secando suas lágrimas com
palavras de desencantos.
E quantas noites eu
chorei, eu pedi e implorei a Deus pra tirar todo o sofrimento da minha vida.
Ele me escutou. Ele tirou. Ele tirou você. Sim, tirou bruscamente como se
tivesse tirado algo de mim. Pedi tanto pra Deus tirar você do meu caminho e ele
tirou do meu mundo. Mas ele deixou o amor. Sim, o amor pela vida, o amor pelo
meu mundo, o amor por mim mesma. E depois que conheci esse amor, vi que não tem
mais espaço pra você. Gente que não soube me amar, não tem direito a replay.
Minha vida não é um vídeo tape.
Nem todos os dias eu sou gritaria.
Quase nunca os meus dias são de silêncio.
Às vezes sofro por ser quem eu sou.
Às vezes eu me pergunto para aonde eu vou.
Quero ser livre, quero viver entre as grades.
Quero carregar a experiência da vida e não quero mais sentir dor por nenhuma ferida.
Quero coisas que eu não sei, quero tudo que eu já conquistei.
Não sei o que há em mim, não sei porque vivo assim.
Quero beijar aquele que me satisfaz e ao mesmo tempo quero distância, sinto receio de um suposto desespero.
Fecho os meus olhos, vejo uma luz que não existe e ao abrir tenho um contraste que não me agrada e que quase sempre me deixa desesperada.
Às vezes sou amiga do café.
Às vezes sou fã da ressaca.
Às vezes eu sou tudo.
Às vezes eu sou quase nada.
Às vezes deixo os meus rastros pelos bares e raramente vejo os mares.
Sinto-me normal, às vezes.
Quase nunca os meus dias são de silêncio.
Às vezes sofro por ser quem eu sou.
Às vezes eu me pergunto para aonde eu vou.
Quero ser livre, quero viver entre as grades.
Quero carregar a experiência da vida e não quero mais sentir dor por nenhuma ferida.
Quero coisas que eu não sei, quero tudo que eu já conquistei.
Não sei o que há em mim, não sei porque vivo assim.
Quero beijar aquele que me satisfaz e ao mesmo tempo quero distância, sinto receio de um suposto desespero.
Fecho os meus olhos, vejo uma luz que não existe e ao abrir tenho um contraste que não me agrada e que quase sempre me deixa desesperada.
Às vezes sou amiga do café.
Às vezes sou fã da ressaca.
Às vezes eu sou tudo.
Às vezes eu sou quase nada.
Às vezes deixo os meus rastros pelos bares e raramente vejo os mares.
Sinto-me normal, às vezes.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
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