AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Vou me lapidando a partir do que já existe, mas também daquilo que vivi e deixei partir.
Entendo que minha fachada não é somente o reboco visível,mas sim, muitos outros alicerces imperceptíveis aos olhos.
Descobrindo que também abrigo palavras não ditas,caminhos não escolhidos, sonhos não realizados.
Imperfeições que me torna um pouco humana.Convivo, com falsidade,hipocrisias diárias,
que me fazem quase desistir de tudo, mas ainda assim,aceitando a vida como ela se apresenta,
cheia de acertos e imperfeições,percalços e contradições,desafios e realizações...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
"...e ela continuava a lavar suas tristezas e dores com um pouco de água.
Vinham outras ela sentiu necessidade de esfregá-las com um pouco mais de força.
Chegou um dia em que mesmo jogando água, esfregando com força,
deixando de molho e usando de todos
os artifícios de limpeza...
Descobriu que algumas dores e alguns sofrimentos não desapareciam
assim e desistiu de lavar a sua alma,o seu coração...
Deixou tudo de molho no tempo."
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Escolhi seguir e talvez por isso eu me desprenda tanto do que passou.
Não quero amargar continuamente o que poderia ter sido. Quero o hoje.
O agora. Quero a construção. Quero possibilidades e páginas em branco.
Não quero rabiscar enredo sobre enredo. Já paguei um preço bem alto por
todas as escolhas que fiz errado, mereço um recomeço menos
tumultuado e mais real. Algo mais pé no chão e coração ao alto.
Só escolhi seguir ao invés de ser vítima frustrada de mim mesma.
Pode levar muito tempo para encontrarmos nosso lugar.
Conheço gente que tem o dobro da minha idade e ainda está à procura.
Outros, tão jovens, já têm a certeza de seu espaço, confiança no seu rumo, fé nas suas escolhas.
Existem momentos em que é difícil reconhecermos nosso lugar.
Parece que a vida dá e tira, coloca e pede de volta, estende a mão e puxa o tapete...
mas com paciência, o tempo dirá.
E então um dia, por algum motivo pequeno ou grandioso,
você percebe que tem um bilhete autenticado em mãos.
Um bilhete que lhe indica exatamente qual sua poltrona,
sua janela_ por onde verá o mundo passar_, e sua companhia nessa viagem.
Já me senti sem chão algumas vezes.
É difícil e parece que não vai passar.
Mais ou menos como estar no trem errado vendo o certo ser conduzido para o lado oposto.
Mas o tempo muda tudo. E dentro do "trem errado",
se você permitir_ e somente se
você permitir_ pode começar a ter boas surpresas,
grandes presentes. Essa é a oportunidade de virar o jogo..
Escolhi seguir e talvez por isso eu me desprenda tanto do que passou.
Não quero amargar continuamente o que poderia ter sido. Quero o hoje.
O agora. Quero a construção. Quero possibilidades e páginas em branco.
Não quero rabiscar enredo sobre enredo. Já paguei um preço bem alto por
todas as escolhas que fiz errado, mereço um recomeço menos tumultuado e mais real.
Algo mais pé no chão e coração ao alto.
Só escolhi seguir ao invés de ser vítima frustrada de mim mesma.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
"SAUDADE"
Tenho saudade dos sorrisos que me encantaram, dos abraços que me envolveram,
dos encontros que fizeram o ar sumir e as pernas tremerem. Saudade do frio na barriga ao
olhar nos olhos de quem já foi especial demais para mim. Saudade que chega sem avisar, faz do coração
seu abrigo e não tem pressa para ir. Saudade que chega no presente resgatando o passado que tinha tudo
para ser futuro. Saudade que transborda em lágrimas, suspiros e desejos de para sempre. Saudade que faz a
vida ficar mais doce, mais bonita e muito mais colorida. É aquela saudade desajeitada no amor
que foi interrompido, das histórias que foram perdidas e do muito que chegou a ser quase nada. Saudade
é lembrança que a vida coleciona de tudo o que fomos e tivemos coragem de ser. É capítulo que
emoldura e enfeita o coração. Páginas que pingam emoções sinceras e bagunças que só a gente entende.
E eu sei que a minha saudade nem o tempo leva embora.
Tem dias que acordo assim, imersa numa saudade que não se explica, que não sossega e não me
deixa em paz. Uma saudade que dói, sufoca e por vezes me rasga inteira. Uma saudade ímpar de
tudo que construí e de todos que por alguma razão não estão mais ao meu lado. Diferente da
saudade que posso afrouxar através de uma ligação ou visita surpresa no meio da tarde.
É aquela saudade que se preenche de vontades, de carinho e certeza que cada segundo valeu o
joelho ralado e a distância que hoje prevalece intocável. Uma saudade que faz a vida virar poesia
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