AMOR

AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS

segunda-feira, 29 de junho de 2015

"...e ela continuava a lavar suas tristezas e dores com um pouco de água. Vinham outras ela sentiu necessidade de esfregá-las com um pouco mais de força. Chegou um dia em que mesmo jogando água, esfregando com força, deixando de molho e usando de todos os artifícios de limpeza... Descobriu que algumas dores e alguns sofrimentos não desapareciam assim e desistiu de lavar a sua alma,o seu coração... Deixou tudo de molho no tempo."

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Escolhi seguir e talvez por isso eu me desprenda tanto do que passou. Não quero amargar continuamente o que poderia ter sido. Quero o hoje. O agora. Quero a construção. Quero possibilidades e páginas em branco. Não quero rabiscar enredo sobre enredo. Já paguei um preço bem alto por todas as escolhas que fiz errado, mereço um recomeço menos tumultuado e mais real. Algo mais pé no chão e coração ao alto. Só escolhi seguir ao invés de ser vítima frustrada de mim mesma.
Pode levar muito tempo para encontrarmos nosso lugar. Conheço gente que tem o dobro da minha idade e ainda está à procura. Outros, tão jovens, já têm a certeza de seu espaço, confiança no seu rumo, fé nas suas escolhas. Existem momentos em que é difícil reconhecermos nosso lugar. Parece que a vida dá e tira, coloca e pede de volta, estende a mão e puxa o tapete... mas com paciência, o tempo dirá. E então um dia, por algum motivo pequeno ou grandioso, você percebe que tem um bilhete autenticado em mãos. Um bilhete que lhe indica exatamente qual sua poltrona, sua janela_ por onde verá o mundo passar_, e sua companhia nessa viagem. Já me senti sem chão algumas vezes. É difícil e parece que não vai passar. Mais ou menos como estar no trem errado vendo o certo ser conduzido para o lado oposto. Mas o tempo muda tudo. E dentro do "trem errado", se você permitir_ e somente se você permitir_ pode começar a ter boas surpresas, grandes presentes. Essa é a oportunidade de virar o jogo..
Sabe quando você liga o rádio e a música que está tocando 
te faz dedilhar um pedaço da sua história? 
Pois bem, hoje coração se arranhou inteiro com 
 vestígios teimosos que ainda existem de você.
Escolhi seguir e talvez por isso eu me desprenda tanto do que passou. Não quero amargar continuamente o que poderia ter sido. Quero o hoje. O agora. Quero a construção. Quero possibilidades e páginas em branco. Não quero rabiscar enredo sobre enredo. Já paguei um preço bem alto por todas as escolhas que fiz errado, mereço um recomeço menos tumultuado e mais real. Algo mais pé no chão e coração ao alto. Só escolhi seguir ao invés de ser vítima frustrada de mim mesma.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

"SAUDADE"

Tenho saudade dos sorrisos que me encantaram, dos abraços que me envolveram, dos encontros que fizeram o ar sumir e as pernas tremerem. Saudade do frio na barriga ao olhar nos olhos de quem já foi especial demais para mim. Saudade que chega sem avisar, faz do coração seu abrigo e não tem pressa para ir. Saudade que chega no presente resgatando o passado que tinha tudo para ser futuro. Saudade que transborda em lágrimas, suspiros e desejos de para sempre. Saudade que faz a vida ficar mais doce, mais bonita e muito mais colorida. É aquela saudade desajeitada no amor que foi interrompido, das histórias que foram perdidas e do muito que chegou a ser quase nada. Saudade é lembrança que a vida coleciona de tudo o que fomos e tivemos coragem de ser. É capítulo que emoldura e enfeita o coração. Páginas que pingam emoções sinceras e bagunças que só a gente entende. E eu sei que a minha saudade nem o tempo leva embora. Tem dias que acordo assim, imersa numa saudade que não se explica, que não sossega e não me deixa em paz. Uma saudade que dói, sufoca e por vezes me rasga inteira. Uma saudade ímpar de tudo que construí e de todos que por alguma razão não estão mais ao meu lado. Diferente da saudade que posso afrouxar através de uma ligação ou visita surpresa no meio da tarde. É aquela saudade que se preenche de vontades, de carinho e certeza que cada segundo valeu o joelho ralado e a distância que hoje prevalece intocável. Uma saudade que faz a vida virar poesia