AMOR
AMORES: MEU PAI, TELA A ÓLEO E TULIPAS
segunda-feira, 1 de junho de 2015
"SAUDADE"
Tenho saudade dos sorrisos que me encantaram, dos abraços que me envolveram,
dos encontros que fizeram o ar sumir e as pernas tremerem. Saudade do frio na barriga ao
olhar nos olhos de quem já foi especial demais para mim. Saudade que chega sem avisar, faz do coração
seu abrigo e não tem pressa para ir. Saudade que chega no presente resgatando o passado que tinha tudo
para ser futuro. Saudade que transborda em lágrimas, suspiros e desejos de para sempre. Saudade que faz a
vida ficar mais doce, mais bonita e muito mais colorida. É aquela saudade desajeitada no amor
que foi interrompido, das histórias que foram perdidas e do muito que chegou a ser quase nada. Saudade
é lembrança que a vida coleciona de tudo o que fomos e tivemos coragem de ser. É capítulo que
emoldura e enfeita o coração. Páginas que pingam emoções sinceras e bagunças que só a gente entende.
E eu sei que a minha saudade nem o tempo leva embora.
Tem dias que acordo assim, imersa numa saudade que não se explica, que não sossega e não me
deixa em paz. Uma saudade que dói, sufoca e por vezes me rasga inteira. Uma saudade ímpar de
tudo que construí e de todos que por alguma razão não estão mais ao meu lado. Diferente da
saudade que posso afrouxar através de uma ligação ou visita surpresa no meio da tarde.
É aquela saudade que se preenche de vontades, de carinho e certeza que cada segundo valeu o
joelho ralado e a distância que hoje prevalece intocável. Uma saudade que faz a vida virar poesia
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